Hipertensão na Gravidez

Até mesmo mulheres que nunca apresentaram quadro de pressão alta podem ter hipertensão arterial na gravidez, devido à alterações que a placenta provoca no organismo da gestante. O quadro de pré-eclâmpsia ou doença hipertensiva específica gestacional são situações que devem ser controladas de perto pelo ginecologista com orientação nutricional, medicamentos e exames contínuos.

Há vários motivos que podem levar a grávida à hipertensão, como a qualidade dos vasos sanguíneos, obesidade, alteração do colesterol ou do triglicérides ou doença renal prévia. Mas para mulheres que tenham risco para essa situação, é recomendada a prevenção quando pode ser utilizado cálcio e AAS (ácido acetilsalicílico) – prescrita pelo médico, sempre!

Mesmo assim, a gestante deve observar sintomas como dor de cabeça, visão embaçada ou sensação de “luzes piscando”, que podem ser um sinal de hipertensão. A dificuldade para respirar, sentir-se ofegante, dor no lado direito do abdome e inchaço no rosto e nas mãos são sintomas que precisam ser relatados durante as consultas de pré-natal.

A pré-eclâmpsia é um quadro de aumento da pressão arterial próprio da gravidez e que aparece após o quinto mês de gestação. Em casos mais graves, é associado a lesões em outros órgãos da gestante como rim, fígado ou sistema nervoso central e pode comprometer a vitalidade do bebê.

Por isso, se você está grávida e também se pretende engravidar logo, toda atenção aos sinais de pressão alta!


Visão geral

Os adultos e as mulheres grávidas em geral são diagnosticados com hipertensão quando a pressão arterial sistólica é de 140 mmHG ou a pressão diastólica a 90 mmHG. Especialmente para as mulheres grávidas, se a pressão arterial sistólica aumenta por cima de 30 mmHG ou se a pressão arterial diastólica aumentar em mais de 15 mmHG deve se ter cuidado. Na maioria dos casos, a hipertensão em mulheres grávidas só ocorre temporalmente e desaparecerá gradualmente após dar a luz.

Basicamente, a hipertensão em mulheres grávidas se divide em dois casos. A hipertensão crônica, ocorre antes da gravidez ou dentro dos primeiros 5 meses de gravidez. Em contraste, a hipertensão gestacional, se desenvolve depois do quinto mês de gravidez e não implica proteinúria nem outra lesão. Em ambos os casos, as pessoas com hipertensão não mostraram nenhum sintoma, por isso devem medir-se e controlar-se regularmente para detectá-las de forma precoce.


Causa

A causa exata da hipertensão em mulheres grávidas continua sendo um tema controverso e necessita mais pesquisa. Entretanto, as mulheres grávidas nos seguintes casos têm taxas mais altas de hipertensão que o normal:

Mulheres que sofrem de obesidade devido ao sedentarismo, alimentação pouco saudável ou outras razões

Pessoas que bebem ou fumam frequentemente antes e durante a gravidez

Gravidas menores de 20 anos ou maiores de 40 anos.

Gravidez de gêmeos ou trigêmeos devido a uma maior pressão do corpo da mãe.

Mulheres que já tiveram hipertensão ou pré-eclâmpsia em gestações anteriores.


Complicações

Geralmente a pressão arterial das mulheres grávidas volta para um nível estável depois do parto. Entretanto, se não se controlar rapidamente, a hipertensão durante a gravidez pode levar a muitas complicações, inclusive à morta da mãe e o feto. Isso se chama pré-eclâmpsia e inclui fenômenos como:

Falta de fluxo sanguíneo à placenta. Se a placenta não receber suficiente sangue, o feto também não vai receber oxigênio e nutrientes necessários para crescer. Em consequência, os bebês nascem com baixo peso, atrofiados, prematuros ou têm problemas respiratórios.

Isso ocorre quando a placenta se extrai na parede interna do útero antes do nascimento. A placenta não só afeta ao feto, mas também provoca que a mãe tenha um sangramento grave e perigo de morte.

Consequências no sistema cardiovascular. A hipertensão e especialmente a pré-eclâmpsia fazem que as mulheres sejam mais susceptíveis a futuras doenças do coração e dos vasos sanguíneos. Vão ter risco de pré-eclâmpsia em todas as futuras gestações.


Como prevenir e tratar

Atualmente não há um método para ajudar às mulheres grávidas a prevenir a hipertensão ou as complicações da pré-eclâmpsia. Em consequência, as mulheres grávidas podem reduzir o risco de hipertensão com dicas como:

Assessoramento pré-natal com o médico para fazer a melhor preparação, ao mesmo tempo detectar a causa secundária se a houver.

Verificações periódicas de gravidez. Esta é provavelmente a forma mais efetiva para que os médicos meçam e monitorem os níveis de pressão arterial das mulheres grávidas durante a gravidez, fazendo ajustes e intervenções oportunas.

Manter um estilo de vida ativo e uma dieta saudável segundo as indicações de seu médico para reverter de algum jeito o risco de hipertensão em mulheres grávidas.

Diminuir o consumo de sódio, o Bio Salgante pode ser um aliado na sua alimentação, tendo em vista que é um salgante sem sódio. Informe-se com o seu médico e pergunte sobre a possibilidade de substituição do sal de cozinha pelo salgante de potássio.

No caso da pré-eclâmpsia metabólica complicada, que causa sangramento severo, as mulheres grávidas devem ser hospitalizadas rapidamente para o seguimento e o tratamento hospitalar, garantindo assim a segurança dos bebes e as mães.


Fontes: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/180-hipertensao-requer-cuidado-redobrado-na-gravidez

https://www.porquesimservier.com/conhecimentos-gerais/hipertensao-na-gravidez/?gclid=CjwKCAiA1L_xBRA2EiwAgcLKA0VN7psK87GRklZrqXdDFfrf04DnA8100IsPh1kCcRGAEmOwMvpS7RoCPyoQAvD_BwE

18 visualizações0 comentário